terça-feira, 12 de agosto de 2014

Razão x Emoção

O cérebro é dividido em 2 hemisfério , direito e esquerdo. 
O lado esquerdo do cérebro é responsável pelo racional, é ele que aprende, que pensa e que raciocina. 
O lado direito é responsável pelo aspecto emocional. 
Tem pessoas que querem apenas viverem de emoção ou razão. 
Coisa que é praticamente imposível. 
Precisamos da logica para resolver problemas cotidianos. Como estudar, analisar, raciocinar,resolver problemas matemáticos, financeiros,etc.. Somos, seres materiais, vivos. Precisamos ter isso em mente. Se não for a logica, você não estaria lendo no computador ou usando seu celular. 
E precisamos da emoção. Sem ela, seriamos apenas, maquinas, computadores, sem expressões, sem emoções, sem compaixão.
A chave é o equilíbrio
É necessário ter equilíbrio, sem esse, aparecem os problemas emocionais. 
Se fomos criados com os dois lados,(hemisfério direito e esquerdo do cérebro)  não foi em vão, não se vive só de razão e nem só de emoção. 
C

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Solidão X Coragem

         Algumas pessoas acham que não dependem de ninguém e que conseguem ter o controle total da sua vida, essas estão numa “zona de conforto”, longe dos possíveis sofrimentos provocados pelo amor e as dificuldades naturais do dia a dia na vida a dois. Isso seria bom? Até que ponto vale a pena se "proteger" com toda essa segurança e não se experimentar a emoção da entrega ao amor?

          A solidão é para muitos uma companheira fiel, que pode resultar de uma escolha, uma opção consciente. A solidão também pode sugerir uma falta de opção. Perante as dificuldades de lidar com os sofrimentos potenciais que podem surgir de um relacionamento, a pessoa se deixa ficar sozinha.  Qual quer que seja o motivo para prolongar a solidão, uma coisa é certa: a zona de conforto é cômoda.
          Ao pensar sobre se é bom ficar sozinho ao estar na zona de conforto, é importante ver que a zona de conforto não significa necessariamente uma condição de bem estar. Pode ser uma estratégia de controle e de proteção.  Estar só é depender só de si, não depender do outro, é ser o único autor das suas experiências; é ter o controle da situação. Isso é habitar uma área de comodismo!
           Sigmund Freud, psicanalista Austríaco, em seu texto clássico O Mal estar na civilização, de 1937, afirma que muitos buscam a felicidade por meio do distanciamento do foco de conflito.  O ermitão que o autor cita, é uma figura paradigmática desse comportamento. Ele se afastaria das agitações como meio de encontrar tranquilidade. Isola-se dos estímulos do mundo, e se eximiria de enfrentar os conflitos próprios do viver em sociedade.
             A opção pela “solteirice”, no campo do amor, pode seguir o mesmo mecanismo usado pelo ermitão. O solteiro “convencido” pode dizer que renuncia a qualquer tipo de envolvimento amoroso para não correr o risco de se frustrar e sofrer. Ou ainda ficar só e recusar a ter um relacionamento do que se ver com um outro diferente dele, que pode se desagradar, se decepcionar e se machucar. Ou Ainda se refugiar no campo de sentimentos conhecidos, em um mundo emocional que pode controlar.  Ao escolher a solidão e fazer com que essa dure para sempre implica ganhos e perdas como tudo o que se escolhe na vida.  O ganho é certa garantia de que ficará tudo como está.  Entretanto, com esse comportamento é possível que se perca a chance de experimentar um sentimento de felicidade muito particular e que é impossível de alcançar enquanto se vive esse “distanciamento protetor”. O sentimento particular de alegria e satisfação só pode ser alcançado mediante atitudes de entrega amorosa.  A entrega e a confiança andam lado a lado. Entregar-se é poder confiar e confiar é poder se entregar. Confiar na possibilidade de que o ato da entrega possa ser bem sucedido, possa trazer essa tal felicidade de amor. 
              Entregar-se pode ser também uma ação fracassada e fazer sofrer, e as vezes até sofrer muito..... Mas.... se der certo..... Aí se pode acreditar que a sensação de que a vida está sendo bem vivida e há possibilidade de fazer algo acontecer e se prolongar.
     O que é preferível? Ficar na segurança da solidão ou ter coragem de tentar?

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Síndrome de Burnout


Maslach, define o termo
ü   burn significa queima  
ü  out significa exterior/fora.

 “O  que acontece no Burnout, é a exposição prolongada ao stress e a tudo o que ele suscita. (Figley, 1998).” 

 "(…) um estado de esgotamento físico e mental cuja causa está intimamente ligada à vida profissional". Herbert J. Freudenberger

 Reação à tensão emocional crônica por lidar excessivamente com pessoas, e vem das  várias tentativas e estratégias para lidar com o estresse..    Segundo Benvides-Pereira (2004)

Fatores desencadeantes, 
ü  destacando-se a dedicação total ao trabalho;
ü  falta de tempo ;
ü  Só ele faz o melhor;
ü   falta de reconhecimento pelo trabalho;
ü  jornada de trabalho excessiva;
ü  falta de autonomia;
ü  elevadas expectativas dos superiores;
ü   perfeccionismo e senso de responsabilidade exagerada;
ü  escolha profissional equivocada;
ü  negativismo;
ü  desilusões amorosas;
ü  conflitos pessoais.

É um conceito formado por três dimensões  relacionadas, mas independentes:
ü  Exaustão emocional,
ü  Despersonalização
üRedução da realização profissional

Sintomas físicos
ü  Fadiga constante e progressiva
ü  Dores musculares
ü  Distúrbio do sono
ü  Enxaquecas
ü  Perturbações gastrointestinais
ü  Disfunção sexual.
Sintomas Psiquicos
ü  Falta de atenção
ü  Falta de concentração
ü  Alteração da memória
ü  Tentativa de suicídio
ü  Lentificação do pensamento
ü  Labilidade emocional
Defensivos
ü  Tendência ao isolamento
ü  Sentimento de impotência
ü  Ironia
ü  Cinismo
ü  Absenteísmo
ü  Distanciamento da família e dos amigos
ü  Perda de interesse pelo trabalho e lazer

Comportamento
ü  Negligencia
ü  Irritabilidade
ü  Perda de iniciativa
ü  Resistencia a mudança
ü  Incapacidade de relaxar
ü  Uso de substancias (álcool, drogas, remédios)

Em quem acomete
ü  Psicólogos
ü  Médicos
ü  Policiais,
ü  Professores, educadores (sociais).
ü  Enfermeiros.
ü  Assistentes Sociais.

Estratégias de prevenção
ü  Dar tempo para que as pessoas colaborem ou conversem;
ü  Prover cursos e workshops;
ü   Dar mais assistência;
ü  Desenvolver espiritualidade;
ü  Fazer mais elogios, reforçar suas práticas e respeitar seu trabalho;
ü  Envolver nas tomadas de decisão da  e melhorar a comunicação com a empresa.
ü   Apoio para planejar o horário de trabalho.

Tratamento
ü  Psicoterapia;
ü   Pode incluir o uso de antidepressivos
ü  Atividade física regular;
ü  Exercícios de relaxamento e meditação;
ü  Consciência de que preocupação demais não soluciona o problema.


domingo, 25 de novembro de 2012

12 dicas que facilitam o hábito da leitura por Alessandro Martins


  • Em primeiro lugar, busque o   de ler: ainda que seja uma leitura densa, dolorosa e triste, há prazer em compartilhar esses sentimentos todos em comunhão artística com o autor e os outros leitores. Descubra como ter a leitura como objetivo e manter o seu prazer.
  • Tenha sempre um livro consigo: sempre surge a oportunidade de avançar na leitura de um livro, seja na fila do banco, no ônibus ou em algum outro momento inesperado. Atenção: não vá se tornar uma pessoa anti-social. Às vezes uma boa conversa pode ser melhor para passar o tempo. Para esse item, prefira livros pequenos, fáceis de carregar.
  • Cuide de seus olhos: a não ser que você já domine o braille, vai preferir manter seus olhos em ótimo funcionamento. Esteja atento e faça exames periodicamente. Se precisar usar óculos, use. Fique bem informado sobre seus olhos.
  • Tenha meios alternativos de leitura: a tecnologia fornece diversas alternativas para atualizar as leituras. Ler na tela do computador pode ser desconfortável, mas já existem formas de ler bons livros, um pouco de cada vez, recebendo pequenos trechos de cinco minutos por em seu email diariamente. Você sabia que até mesmo em seu celular você pode ler livros?
  • Aperfeiçoe a sua leitura: de que adianta ler se você mal lembra da história um mês depois? Para ler um livro velho como se fosse novo? Bem, a idéia não é má e reler um bom livro sempre é bom, mas se você quer reter mais de tudo aquilo que lê, escolha uma maneira de fazer isso.
  • Aprenda de uma vez por todas como funciona um agregador de feeds: vamos assumir que, se você está lendo este artigo, você lê blogs. Se lê blogs e ainda não sabe usar um agregador de feeds está muito atrasado e está perdendo tempo ao ter sempre que acessar os seus sites preferidos para saber se eles já foram atualizados ou não. Possivelmente, está perdendo até mesmo textos interessantes. E, muito provavelmente, de blogs que falam de livros,  ou que fazem  propriamente dita. Aprenda de uma vez a utilizar um agregador de feeds.
  • Prefira livrarias com bom atendentes: nem sempre os vendedores de livrarias são as melhores pessoas para indicar livros, mas sempre há aquele profissional que se destaca. É aquele que conhece seus gostos e sabe indicar de forma certeira um livro de que você vai gostar. Ou ao menos lhe avisar quando aquela edição que você tanto espera chegou na loja. Em geral, essas pessoas estão nos sebos. Mas há também livrarias com profissionais assim como, em Curitiba, a do Chain e a, infelizmente fechada, do Eleotério.
  • Saiba fazer pequenos reparos em livros: nem sempre vale a pena. Livros são feitos hoje como um produto qualquer e muitos não valem um centésimo da árvore de onde saiu sua celulose. Mas o bom leitor tem sempre uma ou outra edição rara ou feita com aquela arte que mais não há. Para esses, saiba fazer pequenos reparos e como secá-los no caso de molhados. Mas para evitar esses problemas…
  • Saiba como guardar seus livros: a melhor maneira de conservar um livro é não o guardando, mas fazendo com que ele circule de mão em mão. O objetivo de um livro é conservar o conhecimento para que esse conhecimento se propague. Guardá-lo em uma estante para o resto da vida é o mesmo que queimá-lo. Mas se você não for capaz de tal generosidade, aprenda a conservar seus livros.
  • Tenha ao menos um desafio para cada ano: escolha uma grande obra que ainda não tenha lido e comprometa-se a lê-la.
  • Leia menos para ler mais: se você lê até o ponto de ficar cansado ou de passar os olhos sobre a página sem que se lembre ou tenha consciência do que acabou de ler, algo está errado. Você precisa aprender a parar de ler antes que isso aconteça para que seu horizonte de leitura se amplie e para que a leitura sempre esteja associada a uma atividade prazerosa. Lembre-se: para ler mais, leia menos, mas com mais qualidade.
  • Saiba onde conseguir livros grátis: livros não são baratos. Você pode conseguir livros grátis na internet com facilidade. Ler na tela ainda é desconfortável, mas esteja ciente das mudanças tecnológicas. É possível que os eBook Readers se popularizem ou, então, alguma outra forma de leitura. Mudanças vão acontecer, não há dúvida. De outra forma, você estaria lendo ainda em papiros e tendo que aprender o funcionamento do livro, essa tecnologia tão recente.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

“A obsessão pelo melhor”



Estamos obcecados com o “melhor”. Não sei quando começou essa mania, mas hoje só queremos saber do “melhor”. Tem que ser o melhor computador, o melhor carro, o melhor emprego, a melhor dieta, a melhor operadora de celular, o melhor tênis, o melhor vinho.
Bom não basta. O ideal é o top de linha, aquele que deixa os outros para trás e que nos distingue, nos faz sentir importantes porque, afinal, estamos com o “melhor”.
Isso até que outro “melhor” apareça e é uma questão de dias ou de horas até isso acontecer.  Novas marcas surgem a todo instante. Novas probabilidades também. E o que era melhor, de repente, nos parece superado, modesto, aquém do que podemos ter.
O que acontece quando só queremos o melhor é que passamos a viver inquietos, num espécie de insatisfação permanente, num eterno desassossego. Não desfrutamos do que temos ou conquistamos, porque estamos de olho no que falta conquistar ou ter. Cada comercial de TV nos convence de que merecemos ter mais do que temos. Cada artigo que lemos nos faz imaginar que os outros (ah.... os outros.....) estão vivendo melhor, comprando melhor, amando melhor, ganhando melhores salários. Aí a gente  não relaxa porque tem que correr atrás, de preferência com o melhor tênis.
Não que a gente deva se acomodar ou se contentar sempre com menos. Mas o menos, às vezes, é mais do que suficiente. Se não dirijo a 140 preciso realmente ter um carro com tanta potencia? Se gosto do que faço no meu trabalho, tenho que subir na empresa e assumir o cargo  de chefia que vai me matar de estresse porque é o melhor cargo da empresa? E aquela TV de não sei quantas polegadas que acabou com o espaço do meu quarto? O restaurante onde sinto saudades da comida de casa e vou porque tem o “melhor chef” Aquele xampu que usei durante anos tem que ser aposentado porque agora existe um melhor e dez vezes mais caro? O cabelereiro do meu bairro tem mesmo que ser trocado pelo “melhor” cabelereiro?
Tenho pensado no quanto essa busca permanente do melhor tem nos deixado ansiosos e nos impedido de desfrutar o “bom” que já temos.
A casa é pequena, mas nos acolhe. O emprego que não paga tão bem, mas nos enche de alegria. A TV está velha, mas nunca deu defeito. O homem que tem defeitos (como nós), mas nos faz mais felizes do que os homens “perfeitos”.
As férias que não ver na Europa, porque o dinheiro não deu, mas vai me dar a chance de estar perto de quem amo. O rosto que não é jovem, mas carrega as marcas das histórias que me constituem. O corpo que não é mais jovem, mas está vivo e sente prazer. Será que a gente precisa mesmo de mais do que isso? Ou será que isso já é o melhor e na busca do “melhor” a gente nem percebeu?
 
      “ Sofremos demais pelo pouco que nos falta e alegramo-nos pouco pelo muito que temos” – Shakespeare

domingo, 19 de agosto de 2012

Eu era Feliz e não sabia (?)

Pensando nesse frase me ocorre que se "era feliz e não sabia", quer dizer que não se viveu a intensidade de poder saber dessa felicidade?
Se o tempo passa e só depois percebe-se essa felicidade existe algo que não está coerente.
Ou não se sabe o que é felicidades, ou se tem uma ideia de felicidade que não é a que realmente é.
Felicidade que é felicidade só depois de algum tempo não é felicidade. Pode ser qualquer outra coisa, menos felicidade.
A felicidade é uma saciedade de que o momento que se está passando é mais importante que qualquer outra coisa que possa acontecer. Ela é mais interna, mais uma expressão de gratidão pelo momento, do que a percepção posterior da situação.
Isso tudo leva a pensar que ou a ansiedade impede a felicidade ou não se sabe viver feliz.
Felicidade é gratidão pelo que se passa, é ver a situação com outros olhos, com óculos de possibilidades e alegria. É perceber que agora é tudo o que se tem e que amanha pode ser que não exista.
É curtir o que se apresenta de forma única, magica e perfeita nessa ocasião. Não questionar o por que se está passando como forma de querer se livrar dessa situação e sim como aprendizado de novas condições de aperfeiçoamento.
Viver a felicidade é viver o agora com sorriso e com um olhar de "isso pode ser legal". Se "isso" não tivesse acontecido o que se terá para contar no futuro? Felicidade é rir dos "erros",  e brincar com possibilidades e aproveitar os mínimos detalhes como oportunidade de ser FELIZ.
Seja feliz.

sábado, 18 de agosto de 2012

Dá-me asas!



Ontem fui para o jardim e desenhei um anjo.
— Obrigado — disse-me ele quando me preparava para lhe desenhar as asas. — Está muito bonito. Mas não me desenhes essas asas. Sabes, aquelas em que estás a pensar agora, com as grandes penas brancas.
— Porque não?
— Essas incomodam um pouco. Estão sempre a atrapalhar, a prenderem-se nos ramos, nos fios da electricidade, e, como sou um tanto distraído, bato com elas em todo o lado. Ah! E sujam-se imenso! Gostava de ter uma coisa nova. Pensa em algo de diferente. Dá-me asas...
Desenhei-lhe então asas de ondas de mar, depois, asas de erva e asas de vidro reluzente. Tentei também com uma fita de luz, com um raio de sol, com ramos em flor, com um turbilhão de neve e até com uma centelha de alegria. Experimentei asas de algodão, asas de vento e até mesmo asas de imaginação!
Desenhei-lhe asas de letras e asas de papel branco.
Observei-o atentamente e dei-lhe umas asas com sardas.
— Obrigado — disse o anjo quando acabou de experimentar todas as minhas asas. — Gostei muito de tudo o que me deste. Mas agoraé a tua vez!
Fechei os olhos. De repente, senti que tudo estava a ficar leve. Tive a impressão de perder o meu corpo e de ficar só com os meus contornos.
— Desta vez vamos dar só um passeio pequenino — disse o anjo. — Para que em tua casa ninguém fique preocupado com a demora.
E voámos por três vezes em volta da velha nogueira do meu jardim.
Heinz Janisch
Schenk mir Flügel
St. Pölten, NP Buchverlag, 2003
(Tradução e adaptação)